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OBESIDADE EM CÃES E GATOS

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Obesidade em cães e gatos

 

Considerada epidêmica  entre os homens, a obesidade se tornou uma preocupação também no reino animal, pelo menos entre cães e gatos urbanos de estimação. Estima-se que 40% dos cães Americanos sejam obesos, no Brasil este numero atinge cerca de 30% dos nossos cães.

A obesidade animal é semelhante a humana em causas e conseqüências. A grande diferença é que os animais não escolhem o seu estilo de vida, eles se tornam sedentários e obesos por única e exclusiva culpa dos seus donos. Assim como nos seres humanos apenas 5% dos casos de obesidade são devidos a causas hormonais.

A obesidade afeta negativamente a saúde e a longevidade dos animais. Cães e gatos excessivamente obesos apresentam maior prevalência de lesões ortopédicas traumáticas e degenerativas. Ocorre também uma maior prevalência de doenças cardiovasculares que se manifestam sob a forma de insuficiência cardíaca congestiva. Sabe-se que a obesidade predispõe ou exacerba a gravidade da diabete melitus em cães e gatos. Além disto, estes animais apresentam maior risco de complicações anestésicas, menor tolerância a exercícios e menor disposição de um modo geral. Animais extremamente obesos vivem menos tempo.

Por definição, obesidade é o acumulo de gordura corporal além do normal para determinado individuo. A literatura cita como obeso, o animal que está 30% acima do seu peso ideal. Devido à grande variação de tamanho entre as raças fica praticamente impossível determinar tabelas de peso ideal. Existem métodos laboratoriais para determinar gordura corporal, contudo, devido à complexidade dos mesmos, torna-se impossível aplicá-los em nosso dia a dia.

Então como determinar se um cão ou gato está obeso? Existem algumas dicas que podem nos auxiliar:

Anote o peso do seu animal quando ele atingir a idade adulta (por volta de um ano de idade), este será, na maioria das vezes, o seu peso ideal. Compare o seu animal com outros da mesma raça e tamanho.

Geralmente cães e gatos em condição corporal ideal apresentam contorno e silhueta do corpo e proeminências ósseas facilmente palpadas, mas não vistas ou sentidas imediatamente abaixo da superfície cutânea.

Caso você não tenha como pesar seu animal, uma alternativa é medir com uma fita métrica a circunferência pélvica, que nada mais é do que o diâmetro do abdômen (barriga). Um aumento na circunferência pélvica significa, na maioria das vezes, que o seu animal está engordando.

Genética, sexo, idade, atividade física e tipo de dieta são fatores de risco para ganho de peso e obesidade.

Algumas raças são claramente mais propensas à obesidade do que outras. Labrador, retrevier, cocker spaniel, dachshund, bassethound, beagle, entre outras, são raças com maior prevalência de obesidade.

A gonadectomia ou castração predispõe ao ganho de peso e eventual obesidade, principalmente devido à redução da atividade física decorrente da falta de estimulo sexual e redução dos níveis de hormônios estrogênicos e androgênicos.

A idade também esta relacionada com ganho de peso. Pouquíssimos animais com menos de dois anos de idade são obesos. A maioria dos animais obesa se encontra na faixa de seis a oito anos de idade. Após doze anos, pouquíssimos animais são obesos. Exatamente porque animais obesos vivem pouco.

Animais pouco ativos ou que não tenham oportunidade de praticarem algum tipo de exercício apresentam maior risco de acumularem peso excessivo.

A dieta, naturalmente, é a principal causa de obesidade, seja pelo fornecimento de ração à vontade , pelo uso excessivo de petiscos ou pela substituição da ração por alimentos caseiros.

Uma vez constatada a obesidade o que fazer?

O primeiro passo é fazer com que todos aqueles envolvidos com o animal admitam, aceitem, e compreendam que o animal precisa emagrecer e assumam o compromisso de colaborar.

Em seguida você deverá seguir algumas dicas:

Ø                 Determine peso ideal do seu animal e quanto ele deve emagrecer.

Ø                 Forneça uma dieta balanceada à base de ração com alto teor de fibras e baixo teor calórico.

Ø                 Pese a quantidade de alimentos fornecida diariamente. 

Ø                 Alimente seu animal afastado de outros animais.

Ø                 Divida a sua alimentação em duas ou três refeições diárias.

Ø                 Não forneça restos, petiscos ou outro tipo de recompensa na forma de alimentos.

Ø                 Exercícios são extremamente importantes e podem ser considerados a base de qualquer programa de emagrecimento. Caminhadas e brincadeiras vão fazer o seu animal perder algumas calorias. Mas fique atento, assim como nos humanos, os cachorros não podem passar a exercer uma atividade física muito intensa rapidamente. Aos poucos, vá aumentando o tempo de seus passeios e preste atenção a respiração do seu animal. Se ele estiver muito ofegante, pare um pouco para reiniciar a atividade quando ele estiver recuperado. Se ele é do tipo preguiçoso, tente algumas brincadeiras onde ele pode se exercitar mais. Atire brinquedos para ele apanhar e devolvê-lo a você. Mas lembrem-se os exercícios devem ser realizados preferencialmente todos os dias.     

Ø                 Pese seu animal regularmente.

Ø                 Mantenha o seu animal afastado da cozinha durante o preparo e consumo das refeições da família.

Quando você estiver alimentando seu animal lembre-se sempre de que é melhor prevenir a obesidade do que se envolver na dura batalha para combate-lá.

Animais de estimação, especialmente cães, anseiam mais por atenção e elogios do que por alimento. Recompense o seu animal com elogios, afeições e brincadeiras ao invés de dar petiscos.

Se mesmo após tomar todos estes cuidados você não estiver conseguindo emagrecer seu animal não desanime, reveja todos os seus procedimentos e recomece um novo programa de emagrecimento. Mas não se esqueça que todo programa de emagrecimento deve ser acompanhado por um medico veterinário.