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CINOMOSE

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Cinomose

 

 

A cinomose é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta a maioria dos carnívoros selvagens, como lobos, raposas, coiotes, furões e especialmente os cães e os ferrets no âmbito doméstico.

A cinomose não é transmitida ao homem e este também não é portador do vírus. Ela é causada por um vírus especifico, e se não tratada com urgência, pode levar o animal á morte. Alguns animais podem não responder ao tratamento. A sobrevivência irá depender do grau de comprometimento cerebral, já que a doença deixa seqüelas irreparáveis como tiques nervosos, tremores musculares, bambeza generalizada e até mesmo paralisia.

Ela  ocorre em cães de todas as idades, no entanto, a incidência é  maior em cães não vacinados e com idade superior a cinco meses de vida.

A transmissão se faz através do contato com secreções oculares ou nasais de um cão doente. A transmissão mais comum é através do contato direto entre dois cães. Outras vezes o vírus pode estar na calçada da sua casa, ou até mesmo na sola do seu sapato e você acaba levando o vírus ate o seu animal. Há maior chance de contaminação quando os cães são mantidos em grupos, como lojas de animais, canis, abrigos. Por isso mesmo a higienização local e a vacinação atualizadas dos filhotes e também dos adultos devem sempre ser monitoradas por um profissional.

O período de incubação (tempo entre o contato com o vírus e o inicio dos primeiros sintomas) é de sete a vinte dias.

A doença constitui basicamente de duas fases, que podem ser divididas através dos sintomas que o animal venha apresentar. Num primeiro momento ocorrem a fase intestinal e respiratória, o animal apresenta diarréia, perda de apetite, perda de peso, febre, vomito, tosse, corrimento nasal e ocular. Esta fase muitas vezes pode ter cura espontânea e não ser notada. Outras vezes o proprietário trata o animal, acha que ele está curado e cerca de dez a trinta dias após inicia a seguinte (neurológica), que consiste em tiques nervosos, tremores musculares, convulsões, automutilações, agitação e choro principalmente á noite, e até mesmo paralisia total. Estes sintomas são progressivos, e mesmo com tratamento podem deixar seqüelas. Dependendo da intensidade destas seqüelas pode ser necessário o sacrifício do animal.

Os cães nem sempre apresentam todos os sintomas descritos acima. Alguns apresentam diretamente o quadro neurológico. Tudo dependera da imunidade e do organismo de cada animal.

Assim que o seu bichinho de estimação apresentar um destes sintomas, leve-o imediatamente ao seu veterinário. Ele se encarregará de dar um diagnostico exato e poderá receitara remédios como soro hiperimune contra o vírus, antibióticos e vitaminas para auxiliar no tratamento da cinomose. Quanto mais cedo for detectada a doença maior a chance do seu animal se fortalecer com o tratamento de suporte, e recuperar o seu organismo.

Prevenção:

O tratamento nem sempre dá bons resultados. Cerca de 30 a 50% dos animais podem não responder ao mesmo. Portanto o melhor a fazer é vacinar os animais.

Os filhotes devem ser vacinados a partir dos 45 dias de vida. Depois recebem mais duas doses com intervalos de trinta dias cada.

Já os adultos devem ser vacinados uma vez ao ano, juntamente com a vacina de raiva, parvovirose, leptospirose, parainfluenza, hepatite, giárdia, coronavirose e adenovirose. É importante que esta vacina seja feita pelo veterinário para que não acorram falhas vacinais.

Se por acaso você já perdeu um animalzinho com cinomose e quer adquirir outro elimine seus pertences, como caminhas e coleiras (couro e pano são de difícil desinfecção) e realize a desinfecção do local. Em ambientes onde o piso é de cimento ou cerâmica, basta lavá-lo com água e sabão e depois jogar água sanitária pura. Já em locais de terra e principalmente em ambientes úmidos e sombreados o ideal é não colocar outro durante pelo menos seis meses.

Lembre-se sempre que uma vacina de boa qualidade significa tranqüilidade para você e saúde para o seu animal.